7 de dez de 2016

F1 2016: Especulações (tamo de volta)

A temporada terminou.... Nas pistas.
Graças a uma decisão corajosa de Nico Rosberg, teremos uma silly season bem agitada.
Como o blog esteve parado por conta da falta de um computador (fiquei sem, acontece!) o assunto só pipoca por aqui agora, então: esmiucemos.

Nico fez uma última corrida impecável em Abu Dhabi.
Lutou contra uma possível ansiedade de terminar tudo logo (o ano foi desgastante, sim), contra um Hamilton astuto e por vezes até meio mau caráter (não se preocupem, aqui não é pejorativo não...) contra a ascensão dos pilotos da Red Bull e de Vettel (nesta corrida, pontualmente) e contra a própria conisse. 
Mas venceu. Sagrou-se campeão tal qual o pai, mas com mais vitórias.
E aqui entre nós, o título de Rosberg pode ser descrito como mais importante que os três de Hamilton, já que o alemãozinho venceu na pista um (tri) campeão mundial e não uns garotos brigando pela primeira glória.
Só para lembrar, Hamilton ganhou diretamente de Felipe Massa e duas vezes do próprio Rosberg, o que convenhamos: nas circunstâncias.... Deixa para lá.
Mas eis que, uma semana após ganhar a porra toda, Nico faz um vídeo ao vivo no Facebook direto de Viena (alô Billie Joel!) e anuncia que está se aposentando não só da F1, mas do automobilismo (-Isto aqui não é para mim, precisa ter sangue muito frio e algum talento...).

Foi-se o campeão e iniciou-se a possibilidade de uma grande dança de cadeiras.
Quem substituirá o campeão em uma das mais desejadas vagas da F1?
A especulações correram soltas já nos primeiros instantes após a declaração.
Seria Pascal Wehrlein? Ele é da escolinha de cones da Mercedes e isto deve contar algo.... Ou seria outro.
Se for outro, quem? Nada de Barrichello, Massa, Nasr.... Muito fácil.
Vettel, Ricciardo ou Verstapinho, as estas alturas já foram descartados por Toto Wolf, então: fora.
Aqui algumas sugestões do blog.

Pastor Maldonado.

Causaria três bugs: Na cabeça do Hamilton, pela imprevisibilidade de sua direção; no uniforme da esquipe com a petroleira venezuelana e a Petronas e na economia do país dele que já anda uma merda federal...

Sério Perez.

O Maldonado mexicano.
Este é para o caso da Mercedes vir forte também na temporada que vem. Todos sabem o que ele é capaz de fazer com carro de ponta. Seu tempo na McLaren não deixa dúvidas.

Robert Kubica.

Rápido, ousado e porrador.
Mais porrador que as outras duas qualidades.
Para animar um pouco algumas corridas monótonas com suas incríveis porradas.

Jolion Palmer.

Este é para provar que quem diz que qualquer cone pilota um Mercedes e pode até ganhar.

Valdeno Britto.

Não...  Não há nenhuma especulação sobre o assunto, mas vem cá... Seria do caramba ouvir um narrador qualquer, nem precisa ser o Galvão, gritar: “-Lá vem Valdeno Britto para ganhar a corrida... Vaaaaaaaldeno Brito, o expresso da Paraíba! ”.
Daria uma credibilidade insuspeita à montadora alemã...

27 de nov de 2016

F1 2016: Abu Dhabi. O fim (texto digitado no celular)

Button se foi, ninguém ligou.
Massa terminou sua última prova na F1, parabéns e merecido.
Hamilton fez o que pode, mas foi pouco.
Nico roubou dois títulos de pilotos ingleses no mesmo dia: campeão mundial de F1 em cima de Lewis Hamilton e de esposa mais feia em cima de Nigell Mansell.
E os dois são merecidos.

25 de nov de 2016

Hot 5 do Groo: As saideiras

É dia de outro Hot 5 e hoje é dia das saideiras.
As músicas que terminam discos e deixam aquela sensação de quero mais, mas a gente sabe que depois daquela canção, qualquer coisa que viesse estragaria a obra.

When the Levee Breaks – Led Zeppelin (IV, 1971)
O disco não precisa de apresentação, a banda idem.
Bonham desce a porrada em seu kit Ludwig somado à guitarra e baixo numa levada quase hipnotizante. Para completar, uma gaita harmônica tocada por Robert Plant.


“Índios” – Legião Urbana (Dois, 1986)
O teclado repetitivo e a levada do baixo fazem contraponto à batida simples (quase indigente) de Bonfá.
A letra, que até Renato Russo dizia ser difícil de decorar é complexa e requer um tempo analisando para se entender. E mesmo tendo todo o tempo do mundo, é difícil dizer que entendeu de verdade.
A performance vocal é outro ponto alto, mas é quando termina, com alguns acordes de violão (não há guitarras na música) que se tem a exata noção do clássico que é e de como teria de ser ela a findar o álbum.
No cassete (mídia antiga e ruim que, ainda bem, já acabou), havia uma versão de Química. Por sorte, nas reedições em CD, permaneceu como no lançamento em vinil


  The Thin Line Between Love & Hate – Iron Maiden (Brave New World, 2000)
O disco que marca a volta de Bruce Dickinson e Adrian Smith para o Iron Maiden é sensacional como nos bons tempos.
Pesado, rápido, mas com um pé (mais tarde seriam os dois) no prog rock poderia terminar na penúltima faixa (Out of the Silent Planet), mas a Steve Harris queria massacrar a concorrência e ganhar de volta os fãs que fugiram para as montanhas quando Blaze Bayley assumiu o microfone. Então enfiou ouvido adentro um clássico não instantâneo.
The Thin line.... Tem peso, tem velocidade e uma linha melódica matadora.
E quando Dickinson faz dueto com a guitarra de Adrian na parte final da canção já estamos todos conquistados.
O Iron é mestre em fazer arrasa quarteirões para terminar seus álbuns, mas está em particular tem um valor um tanto maior por ser o retorno.


  Bali Eyes – Porno for Pyros (Good God´s Urge, 1999)
O segundo disco da segunda banda de Perry Farrel é uma viagem e tanto.
Lindas melodias, solos inspirados e um clima que não pode ser encontrado em outra obra de qualquer outra banda.
A música que fecha o disco lembra um fim de tarde com um pôr do sol dourado com algumas daquelas pingas coloridas.


My Melancholy Blues – Queen (News of the World, 1977)
No disco de 1977 o Queen enfrentava, além das críticas de sempre, a ascensão do punk rock.
Qualquer banda teria se adaptado ao momento, mas não May, Mercury, Taylor e Deacon.
Fizeram um disco com todos os elementos que levaram a ser o que era: rocks pesados, baladas comoventes, grandiosidade, uma certa arrogância, esquisitices... Mas o fim do disco era surpreendente até para o padrão Queen.
Um clima de cabaré dos anos vinte, um piano sensual e a voz de Mercury preenchendo todos os espaços possíveis.
Taylor e Deacon completam o clima com elegância e discrição. Nem se sente falta de Brian May.